17 set

Água pode voltar a faltar, alertam engenheiros ambientais

Discutir políticas públicas de recursos hídricos, estabelecer um fórum de discussão sobre a escassez de água e debater a sustentabilidade no Brasil. Esses foram os principais temas discutidos no 8º Simpósio Brasileiro de Engenharia Ambiental (SBEA), que reuniu em torno de mil especialistas e estudantes de todo o país em Curitiba, durante o feriado.

Para o presidente da Associação Paranaense dos Engenheiros Ambientais, Renato Muzzolon Júnior, o evento debateu questões que são de interesse de toda a sociedade brasileira, que vive momentos de apreensão diante de questões geradas pelo indevido manuseio do meio ambiente.

O restabelecimento da sustentabilidade deve ser constantemente buscado nas políticas públicas e pode ser alcançada com a profissionalização do setor e a adoção das melhores e mais avançadas técnicas, destacou o dirigente da APEAM.

Entre as soluções apresentadas no SBEA, estão medidas para aumentar a cooperação entre os diversos níveis de governos para a fiscalização técnica e correta das atividades econômicas. Os engenheiros ambientais também destacaram a necessidade de que os grandes projetos de infraestrutura (área viária, geração de energia, saneamento, ou outras) sejam acompanhados com a constante participação dos especialistas.

O engenheiro ambiental deve ser visto como um colaborador para a sociedade ter um futuro mais equilibrado, e não como um impedidor de idéias, projetos ou obras, lembrou Renato Muzzolon.

O presidente do CREA/PR, Joel Krüger, que participou da abertura do Simpósio, disse que “as categorias profissionais devem se reunir periodicamente para fortalecer o trabalho, e, assim, ganhar competitividade”.

Joel também falou que o SBEA foi uma excelente oportunidade para os engenheiros ambientais discutiram as atribuições da profissão e fomentar a discussão de temas de interesse nacional.

Debates do Encontro

A escassez de água em algumas regiões do país foi o tema mais explorado no 8º Simpósio Brasileiro de Engenharia Ambiental. Os especialistas apontaram que a falta de políticas públicas terá conseqüências para a população.

Enquanto os municípios não forem instrumentalizados com competências específicas, corremos sérios riscos de enfrentarmos novos racionamentos em um curto espaço de tempo, avalia Eduardo Felga Gobbi, da Universidade Federal do Paraná.

Outro grande foco do Simpósio foi o debate sobre a falta de mão-de-obra específica na área de engenharia ambiental. Na palestra de abertura do evento, a presidente do Ibama, Marilene Ramos, ressaltou que essa questão é essencial para desenvolver políticas públicas na área.

A contratação de engenheiros ambientais por órgãos públicos é fundamental ao setor. Precisamos de sangue novo, e isso passa pela abertura de concursos públicos na área, garantiu Marilene.

Para os profissionais da área, reunir representantes de todo o Brasil, incluindo estudantes, profissionais na iniciativa privada, corpo acadêmico e poder público, é o caminho para debater o futuro do país e prevenir futuras crise, como a escassez de água, por exemplo.

Além de palestras, mesas redondas e cursos, o 8º Simpósio Brasileiro de Engenharia Ambiental também foi palco para o 19 Fórum Nacional dos Coordenadores de Curso de Engenharia Ambiental, 1º Fórum Nacional das Entidades de Classe de Engenharia Ambiental e 1º Fórum Nacional dos Engenheiros Ambientais.

Encerrando as atividades, os participantes do 8º SBEA participaram de visitas técnicas na última terça-feira(08/09).

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